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clock 28 de setembro de 2026
Senado Debaterá Fim da Escala 6x1 com Propostas Alternativas

Senado Debaterá Fim da Escala 6x1 com Propostas Alternativas

A discussão sobre o fim da escala de trabalho 6x1, aprovada pela Câmara dos Deputados, está prestes a agitar o Senado Federal. A proposta, que visa reduzir a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais e garantir dois dias de descanso consecutivos, enfrenta resistência por parte da oposição, que propõe um texto alternativo. Essa proposta alternativa é vista como uma tentativa de atender às demandas do setor empresarial por um período de transição mais longo, suavizando o impacto econômico da medida.

Proposta Alternativa e Pressão Empreendedora

A oposição no Senado, liderada por parlamentares ligados ao setor produtivo, apresentou uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) alternativa. Essa PEC sugere que as definições sobre jornada e escala de trabalho possam ser estabelecidas por meio de acordo individual entre empregados e empregadores, convenção coletiva ou pactuação contratual direta. Entre os apoiadores da proposta está o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que a vê como uma estratégia para negociar um prazo de transição mais extenso.

Empresários e representantes de diversos setores têm pressionado o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para postergar a implementação da redução da jornada. Eles argumentam que o prazo de 14 meses para adaptação, conforme o texto aprovado pela Câmara, é inviável.

Tramitação e Estratégias no Senado

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, ainda precisa encaminhar a PEC aprovada pela Câmara à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para dar continuidade à tramitação. A oposição espera que a sua proposta alternativa, já despachada à CCJ, ganhe força nesse processo. O senador Rogério Carvalho (PT-SE) é cotado para relatar a proposta na Casa Alta, o que pode influenciar o andamento dos debates.

O governo federal defende que a proposta não passe pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) e que seja levada diretamente ao plenário após aprovação na CCJ, uma estratégia para acelerar sua tramitação. Otto Alencar (PSD-BA), presidente da CCJ, afirmou que dará prioridade à proposta aprovada pela Câmara.

Possibilidade de Judicialização

Há também a expectativa de que, caso não se chegue a um consenso no Senado, a questão possa ser judicializada. Senadores e deputados de direita acreditam que o Supremo Tribunal Federal (STF) pode decidir sobre o fim da escala 6x1, caso a tramitação legislativa não avance.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já sinalizou a intenção de dialogar com Alcolumbre para discutir os ajustes necessários no texto e garantir sua aprovação no Senado.

Foto: Reprodução / NEWS - Principal

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