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clock 5 de novembro de 2026
Raquel Tupinambá assume coordenação regional da Funai no Baixo Tapajós

Raquel Tupinambá assume coordenação regional da Funai no Baixo Tapajós

Raquel Tupinambá, uma destacada liderança indígena da aldeia Surucuá, foi oficialmente nomeada como a primeira coordenadora da recém-estabelecida Coordenação Regional da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) no Baixo Tapajós e Amazonas, localizado no oeste do Pará. A posse ocorreu nesta semana, marcando um importante passo para a defesa e promoção dos direitos dos povos indígenas na região.

Contexto e importância da nova coordenação

A criação desta coordenação regional é um marco significativo para as etnias locais, que há muito tempo exigiam maior presença institucional da Funai no oeste paraense. Antes da nova estrutura, as demandas indígenas eram centralizadas em coordenações distantes, o que frequentemente resultava em atrasos nos processos de demarcação de terras, fiscalização e assistência social.

Perfil e trajetória de Raquel Tupinambá

Raquel Tupinambá traz consigo uma rica combinação de conhecimentos tradicionais e acadêmicos. Formada em Biologia, com mestrado em Botânica e doutorado em Antropologia Social pela Universidade de Brasília (UnB), ela é uma figura respeitada tanto em sua comunidade quanto no movimento indígena mais amplo. Anteriormente, serviu como cacica da aldeia Surucuá e liderou o Conselho Indígena Tupinambá do Tapajós (Citupi) de 2021 a 2025. Além de suas conquistas acadêmicas e políticas, Raquel continua a trabalhar como agricultora em sua comunidade e é integrante ativa da Associação de Moradores Indígenas e Agroextrativistas do Tapajós (Ampravat).

Desafios e metas da nova gestão

A nova unidade da Funai em Santarém está equipada para oferecer serviços especializados, incluindo proteção territorial, combate a invasões, gestão ambiental, e promoção de direitos sociais e cidadania. A gestão de Raquel Tupinambá enfrentará o desafio inicial de estruturar fisicamente a nova unidade e estabelecer um canal de comunicação direto e contínuo com os caciques e organizações indígenas da região da Calha Norte e do Rio Amazonas.

Entre as principais prioridades da coordenadora estão a aceleração dos processos de demarcação de terras e a articulação de políticas públicas essenciais, como saúde e saneamento, para as aldeias isoladas do oeste do Pará. A expectativa é que a presença de Raquel na coordenação traga uma nova dinâmica ao tratamento das questões indígenas na região, promovendo um diálogo mais eficaz entre as comunidades locais e o governo federal.

Foto: Reprodução / G1 - Principal

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