Na última quinta-feira (25), uma carreta carregada com óleo queimado tombou na BR-163, entre Rurópolis e Itaituba, no sudoeste do Pará, desencadeando uma mobilização urgente para prevenir a contaminação das águas do Rio Tapajós. O acidente gerou preocupação devido ao risco ambiental que representa, especialmente pelo potencial de poluição das águas locais.
Força-tarefa mobilizada para contenção do óleo
Após o incidente, uma força-tarefa foi formada para minimizar os impactos ambientais. A ação está sendo coordenada pela Prefeitura de Rurópolis, em colaboração com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Rurópolis e de Aveiro, a Secretaria de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade (Semas), o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e a Polícia Rodoviária Federal (PRF).
O Secretário de Meio Ambiente de Rurópolis, Silvio Neimar da Silva, destacou que a empresa responsável pelo transporte do óleo foi identificada e está cooperando com as autoridades. "Equipes estão no Rio Cupary realizando estudos para conter a descida do óleo e evitar que ele alcance o Rio Tapajós. A empresa assumiu total responsabilidade, está cooperando com a fiscalização e contenção do dano", afirmou o secretário.
Medidas para mitigar o impacto na rodovia
Na tentativa de mitigar os danos na rodovia, a PRF adotou medidas emergenciais, como a aplicação de pó de serra para neutralizar o óleo, reduzindo o risco de novos acidentes devido à perda de aderência na pista. Durante a fiscalização, a PRF identificou várias irregularidades no transporte do óleo, incluindo sinalização inadequada e documentação incompleta, em desacordo com a Resolução nº 5.998/2022 da ANTT.
A PRF lavrou autos de infração e um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) pelo crime ambiental de poluição hídrica foi registrado devido à contaminação do curso d'água local. A ocorrência foi encaminhada à Justiça para as devidas providências.
Consequências e ações futuras
A situação destaca a necessidade de uma fiscalização mais rigorosa no transporte de materiais perigosos, além de medidas preventivas robustas para evitar similares riscos ambientais. O acompanhamento pelas autoridades locais e a colaboração da empresa envolvida são passos importantes para a resolução do problema e para a garantia de que o Rio Tapajós seja protegido contra a contaminação.
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