Denúncia e investigação
Uma professora de 25 anos denunciou um instrutor de academia por importunação sexual, assédio sexual e lesão corporal, ocorridos em 19 de maio, em uma academia no bairro de Passarinho, Zona Norte do Recife. O caso, registrado por câmeras de segurança, está sob investigação da Polícia Civil. A academia envolvida afirma que o instrutor estava trabalhando apenas para cobrir duas diárias.
De acordo com a vítima, o instrutor se aproximou após corrigir um exercício e tentou abraçá-la, apesar de ela ter recusado o contato físico, pedindo apenas um cumprimento de mãos. Mesmo assim, ele a teria segurado pela cintura e mordido suas costas.
Relatos da vítima e imagens de segurança
A professora relatou que, ao ser agarrada e mordida, ficou sem reação, enquanto o instrutor alegava se tratar de uma brincadeira. As imagens de segurança mostram o momento em que o homem a segura pela cintura, enquanto ela tenta se afastar. Após a mordida, a professora se afasta visivelmente abalada, limpando o local atingido.
A professora já frequentava a academia há cerca de um ano e relatou comportamentos anteriores do instrutor que a deixavam desconfortável, como tocar suas costas e fazer comentários indesejados.
Procedimentos após o incidente
Três dias após o ocorrido, a professora registrou o caso na Delegacia da Mulher de Olinda, sendo orientada a formalizar a denúncia no Recife. Ela também informou o ocorrido à academia, que prometeu afastar o instrutor. Durante três meses, ela não encontrou o agressor no local, até que, em 19 de agosto, ele foi visto novamente trabalhando na academia.
Após reencontrar o instrutor, a professora retornou à delegacia, onde refizeram o registro e anexaram as imagens de segurança ao boletim de ocorrência. Ela foi encaminhada ao Instituto de Medicina Legal (IML) para exame de corpo de delito.
Resposta da academia
A Academia ElevaFit negou a recontratação do instrutor, justificando que ele foi chamado para cobrir duas diárias devido à falta de substitutos por afastamento médico de outros profissionais. A academia informou não ter recebido qualquer notificação oficial sobre o caso antes da cobertura temporária do instrutor.
A instituição destacou que, após a denúncia em maio, desligou o instrutor e colaborou com as autoridades, fornecendo imagens do incidente e prestando apoio à vítima. A academia reiterou seu compromisso de não compactuar com condutas inadequadas e sua disposição em colaborar com as investigações.