A Companhia de Desenvolvimento Econômico do Pará (Codec) realizou uma reunião significativa na última quinta-feira (18) com a Associação Comercial e Empresarial de Santarém (Aces) e as Entidades Unidas pelo Desenvolvimento de Santarém. O objetivo central do encontro foi discutir a regularização fundiária e a logística necessária para o desenvolvimento do Distrito Industrial de Santarém, no oeste do Pará.
Importância da Regularização Fundiária
Durante as discussões, a regularização fundiária das áreas destinadas ao polo econômico foi destacada como uma etapa crucial. A agilidade neste processo é vista como fundamental para a viabilidade do projeto, que visa impulsionar a competitividade local e atrair novos investimentos.
As conversas prosseguiram de uma reunião anterior, realizada na quarta-feira (17), quando a Codec se encontrou com a Superintendência Regional do Incra (SR-30) para avaliar o progresso do processo fundiário.
Colaboração entre Setor Público e Privado
Pádua Rodrigues, diretor de Estratégia e Relações Institucionais da Codec, destacou a importância da colaboração entre o governo estadual, o município e o setor produtivo. "Nenhum projeto dessa magnitude se faz de forma isolada. É a união entre Governo do Estado, município e setor produtivo que permite construir soluções e assegurar o avanço das etapas necessárias à implantação do empreendimento", afirmou Rodrigues.
O presidente da Aces, Alexandre Chaves, reforçou o alinhamento institucional das entidades locais com o projeto, reconhecendo seu potencial transformador para a economia regional. "O setor produtivo tem grande interesse na implantação do Distrito Industrial de Santarém porque entende o potencial transformador desse empreendimento para a geração de emprego, renda e novas oportunidades de negócios", explicou Chaves.
Estratégia e Logística do Distrito Industrial
O complexo industrial está estrategicamente posicionado para aproveitar a logística multimodal de Santarém, que inclui rodovias, hidrovias e um aeroporto. O distrito visa atender a diversas cadeias produtivas locais, englobando setores como agroindústria, pesca, pecuária, mineração e bioeconomia, além do beneficiamento de culturas como palma, cacau, açaí e soja.
Enquanto as discussões sobre regularização fundiária continuam, também está em curso o levantamento de demandas empresariais. Até o momento, cerca de 140 empresas de diversos segmentos já manifestaram interesse formal em se estabelecer no futuro distrito.
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