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clock 30 de setembro de 2026
Moradores de Juruti bloqueiam rodovia em protesto por indenizações contra Alcoa

Moradores de Juruti bloqueiam rodovia em protesto por indenizações contra Alcoa

No dia 13 de abril, a comunidade de Pai Francisco, localizada na zona rural de Juruti, no Pará, decidiu bloquear a importante rodovia PA-192. O ato de protesto visava pressionar a Alcoa, uma das maiores mineradoras do mundo, a compensar as famílias locais por danos ambientais e pela ocupação de terras causados pela extração de bauxita na região.

Reivindicações históricas e negociações estagnadas

A advogada Hevelyns Lira, representando a família Fragata e outros moradores, destacou a resistência da Alcoa em atender às demandas de indenização que remontam a 2014. As comunidades afetadas buscam reparação pelos impactos socioambientais decorrentes das operações da mineradora na Mina de Juruti. Lira enfatizou que a comunidade não se opõe à presença da mineradora, mas quer justiça: "Se outras comunidades receberam compensações, por que esta não foi contemplada? Há uma clara negligência em termos de sinalização e segurança, resultando em acidentes que poderiam ser evitados", declarou.

A postura da Alcoa diante das reivindicações

Edson Fragata Junior, filho de um dos donos das terras em questão, lembrou que a Alcoa formalizou a posse dessas terras em 2007, por meio de um documento de compra e venda. No entanto, as demandas da comunidade têm sido ignoradas desde 2014, levando-os a bloquear a rodovia como forma de pressão. Ao final do dia de protesto, a Alcoa se reuniu com os representantes dos manifestantes, que deram um prazo de 15 dias úteis para a empresa fornecer uma resposta definitiva.

Alcoa reafirma compromisso com diálogo

Em comunicado oficial, a Alcoa informou que o bloqueio foi encerrado no início da tarde e ressaltou seu compromisso com o diálogo contínuo com as comunidades locais. A empresa afirmou que "prioriza a escuta ativa e atua no território com os princípios de uma mineração responsável". Este posicionamento busca amenizar as tensões e encontrar uma solução pacífica para o impasse.

Foto: Reprodução / G1 Santarem e Regiao - Principal

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