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clock 28 de setembro de 2026
Exposição 'Anãma Tapajós' promove inclusão e emociona visitantes com deficiência visual em Santarém

Exposição 'Anãma Tapajós' promove inclusão e emociona visitantes com deficiência visual em Santarém

A exposição “Anãma Tapajós: Histórias e Memórias Impressas no Barro” está aberta à visitação até 22 de maio no Centro Cultural João Fona, em Santarém. Este evento se destaca como um exemplo significativo de acessibilidade cultural na região oeste do Pará. A mostra proporciona uma experiência sensorial única para pessoas cegas e com baixa visão, permitindo uma conexão profunda com a arte através do tato e da audição.

Experiência sensorial inédita para visitantes

Na última sexta-feira (15), cerca de 20 pessoas com deficiência visual participaram de uma visita especial à exposição. A iniciativa reuniu membros da Associação Santarena para Inclusão de Pessoas Cegas e com Baixa Visão (ASSIC), que tiveram a oportunidade de explorar nove peças em alto-relevo, acompanhadas por audiodescrição, garantindo um entendimento mais completo das obras.

Impacto transformador da audiodescrição

A consultora Andréa Simone Colares destacou que o recurso da audiodescrição não apenas beneficia pessoas cegas, mas também aquelas com baixa visão, autismo, dislexia e analfabetismo. Ela relatou que a experiência de tocar as peças enquanto ouvia as descrições transformou sua compreensão das obras. “Foi a primeira vez que pude vivenciar o recurso na prática”, afirmou.

Depoimentos destacam importância da inclusão

O presidente da ASSIC, Jeter Rezende, elogiou a iniciativa como um avanço significativo na democratização do acesso à cultura. A auxiliar de serviços gerais Viviane Miranda compartilhou sua emoção ao participar da exposição de forma tátil, enquanto Sabrina Kelly dos Santos enfatizou a importância de mais artistas aderirem a práticas inclusivas.

Detalhes da exposição

Composta por 95 peças, incluindo remos em madeira, pinturas, tecidos e esculturas em barro, a exposição oferece uma imersão nas narrativas amazônicas de memória e ancestralidade. Aberta de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, a mostra é gratuita, com possibilidade de agendamento de visitas guiadas para grupos escolares via e-mail.

Foto: Reprodução / G1 - Principal

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