Na tarde de sábado, dia 27, a Feira da Cultura Alimentar foi realizada na Praça Barão de Santarém, no oeste do Pará, atraindo uma variedade de produtoras, cozinheiras e representantes de comunidades tradicionais. Este evento integrou a programação da Feira da Produção Familiar da Amazônia (Fepam) e teve como objetivo principal destacar a diversidade e a riqueza da culinária amazônica.
O evento foi promovido pelo Coletivo de Mulheres CriArte, que trouxe ao público uma gama de produtos típicos da região. Entre os itens apresentados estavam farinhas artesanais, tucupi, frutas nativas, ervas medicinais, peixes manejados e doces caseiros, todos representativos da cultura alimentar da Amazônia.
Inovação e Sustentabilidade
Além de exibir a rica variedade de ingredientes, a feira também buscou educar sobre práticas sustentáveis na culinária. A coordenadora do projeto, Elizângela Dezincourt, destacou a importância do reaproveitamento de alimentos, mostrando como cascas, talos e outras partes geralmente descartadas podem ser transformadas em pratos nutritivos e saborosos.
"Apresentamos pratos feitos com partes dos alimentos que normalmente seriam descartadas, mostrando que é possível transformá-los em opções saborosas", afirmou Dezincourt.
Fortalecimento da Economia Local
Para as empreendedoras locais, a feira foi uma plataforma para divulgar seus produtos e expandir seus negócios. A microempreendedora Amanda Gomes participou pela primeira vez e destacou a importância de expor seu trabalho e receber feedback do público.
"É uma oportunidade incrível para expor o nosso trabalho. Além de mostrar o que fazemos, também aprendemos, recebemos o retorno do público e isso ajuda a expandir o nosso negócio", disse Gomes.
Impacto Social e Protagonismo Feminino
A feira também evidenciou o papel fundamental das mulheres na preservação das tradições culinárias amazônicas, incentivando o empreendedorismo e ampliando as oportunidades de geração de renda. As atividades incluíram degustações comentadas e rodas de conversa sobre a valorização da gastronomia regional e a preservação dos saberes tradicionais.
A frequentadora Rita Peloso destacou um bolinho feito com casca de batata-doce como um exemplo de como os alimentos podem ser melhor aproveitados, reduzindo o desperdício. "Eu vou tentar fazer em casa. Achei uma alternativa muito interessante para evitar jogar comida fora", afirmou Peloso.
Próximas Etapas e Apoio Cultural
O projeto prevê a realização de oficinas voltadas para mulheres da periferia nas próximas semanas, onde será ensinado o preparo dos pratos apresentados na feira. "Nas próximas semanas reuniremos mulheres para ensinar o preparo de todos esses pratos", informou Dezincourt.
A feira foi contemplada pelo Edital de Chamamento Público nº 002/2025, através da Política Nacional Aldir Blanc – Ciclo 1, do Governo do Estado do Pará, destacando o apoio cultural recebido para promover iniciativas como esta.