Durante o primeiro trimestre de 2026, uma força-tarefa composta pela Polícia Civil, Equatorial Pará e o Centro de Perícia Científica Renato Chaves revelou a existência de mais de quatro mil ligações clandestinas de energia elétrica em 15 municípios do Oeste do Pará. Itaituba despontou como o principal foco dessas atividades ilícitas, somando 1.280 infrações. Santarém e Juruti também registraram altos índices de irregularidades, com 889 e 537 casos, respectivamente. Estas descobertas destacam um problema persistente e de grande escala na região.
Impactos e perigos das ligações ilegais de energia
As ligações clandestinas são não apenas uma violação legal, mas também um grave risco à segurança pública. O uso não autorizado da rede elétrica pode resultar em sobrecargas, curtos-circuitos e incêndios, comprometendo a qualidade e a continuidade do fornecimento de energia. Um exemplo notável ocorreu em uma panificadora no bairro Residencial Salvação, em Santarém, onde foi detectada uma ligação direta à rede, ilustrando os perigos associados a estas práticas. Além dos riscos materiais, há também um impacto negativo no serviço elétrico prestado à comunidade.
Consequências jurídicas do furto de energia
No Brasil, o furto de energia elétrica é classificado como crime pelo artigo 155 do Código Penal, sujeitando os responsáveis a sanções legais. As consequências sociais são igualmente significativas, afetando negativamente a estabilidade do fornecimento de energia para residências, comércios e serviços essenciais. A Equatorial Pará enfatiza a importância da denúncia anônima de tais práticas, disponibilizando os números 181, 190 e 0800-091-0196 para que a população contribua no combate a essas irregularidades.
Engajamento comunitário no combate ao furto de energia
O combate efetivo às práticas ilegais de furto de energia depende crucialmente do engajamento comunitário. A empresa responsável pelo fornecimento de energia incentiva a população a utilizar os canais de denúncia anônima, ajudando a identificar e coibir irregularidades. Essa mobilização é essencial para garantir um sistema elétrico mais seguro e estável na região, protegendo tanto a infraestrutura quanto os consumidores.