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clock 30 de setembro de 2026
Intervenção em Contrato de Gestão da Saúde em Mongaguá Exige Ação Rápida

Intervenção em Contrato de Gestão da Saúde em Mongaguá Exige Ação Rápida

Intervenção Oficializada

A Prefeitura de Mongaguá, localizada no litoral de São Paulo, anunciou a intervenção no contrato de gestão da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Agenor de Campos e do Pronto-Socorro Central. O contrato, firmado com a Organização Social Hospital Beneficente São José de Herculândia, foi alvo de uma análise que identificou diversas irregularidades. A decisão foi oficialmente publicada na quarta-feira, 8 de março, e estabelece que, durante os próximos 180 dias, as unidades ficarão sob gestão direta do município.

Trecho em destaque

A Prefeitura de Mongaguá, localizada no litoral de São Paulo, anunciou a intervenção no contrato de gestão da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Agenor de Campos e do Pronto-Socorro Central.

Objetivo da Intervenção

A intervenção abrange toda a estrutura do Pronto-Socorro Central e os serviços clínicos da UPA, com o intuito de assegurar o funcionamento adequado das unidades e o restabelecimento do atendimento à população. Para isso, a administração municipal poderá adotar medidas emergenciais, incluindo contratações e pagamentos excepcionais.

Conselho Interventor

Para gerenciar a intervenção, foi criado um Conselho Interventor, composto por profissionais da área da saúde e da administração municipal. Este conselho está autorizado a revisar contratos, efetuar pagamentos, realizar contratações emergenciais e tomar as medidas necessárias para garantir a continuidade dos serviços. A liderança do conselho está a cargo do Dr. Helder Ribeiro Albuquerque Esteves, diretor técnico da Empresa Municipal de Saúde.

Identificação das Irregularidades

Segundo a Comissão de Avaliação, as irregularidades incluem atrasos nos pagamentos de colaboradores e fornecedores, falhas no provisionamento de verbas rescisórias, descumprimento de notificações e risco de desassistência à população. Relatórios técnicos indicaram que, apesar dos repasses financeiros municipais, os profissionais de saúde não recebiam seus salários regularmente.

Repercussões e Medidas Futuras

A administração municipal notificou repetidamente a organização social, sem resposta satisfatória. O caso foi comunicado ao Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, ao Ministério Público, à Controladoria-Geral do Município, à Procuradoria-Geral e à Câmara Municipal para acompanhamento e ação. Caso se confirmem as irregularidades, a organização social poderá perder sua qualificação.

Resposta da Organização

Até o momento, a Organização Social Hospital Beneficente São José de Herculândia não se manifestou sobre as alegações e a intervenção decretada pela prefeitura.

Foto: Reprodução / G1

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