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clock 29 de setembro de 2026
Estratégia no Pará treina profissionais para combater trabalho escravo em garimpos

Estratégia no Pará treina profissionais para combater trabalho escravo em garimpos

No oeste do Pará, uma nova estratégia está sendo implementada para enfrentar o trabalho análogo à escravidão e o tráfico de pessoas, especialmente em garimpos. Profissionais das áreas da saúde e assistência social estão sendo treinados para identificar e lidar com estas situações em seis municípios da região do Tapajós: Santarém, Itaituba, Rurópolis, Placas, Medicilândia e Jacareacanga.

Capacitação e atuação estratégica

Os profissionais de saúde, que atuam diretamente nos garimpos, são capacitados para reconhecer sinais de falsas promessas de emprego, ameaças e outras formas de violência. A procuradora do Trabalho Claudia Cararreto, da PTM de Santarém, destaca o papel estratégico da saúde na identificação desses casos: "Eles atuam dentro do garimpo, levando informações de saúde e realizando exames preventivos. A ideia é que também possam observar as condições de trabalho, identificar situações de ameaça, exploração ou violência e estabelecer uma relação de confiança que permita ao Ministério Público do Trabalho atuar posteriormente."

Treinamento em saúde e assistência social

Além de identificar indícios de trabalho escravo, os profissionais de saúde receberam orientações sobre atendimento preventivo, prevenção de doenças, como infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), e avaliação das condições estruturais dos garimpos. Já na área de assistência social, o treinamento focou no fortalecimento do acolhimento. Psicólogos e equipes dos Centros de Referência de Assistência Social (Cras) e Centros de Referência Especializados da Assistência Social (Creas) foram capacitados para realizar escuta qualificada e entrevistas humanizadas, garantindo o encaminhamento correto das vítimas aos serviços de proteção.

Parcerias e apoio institucional

As atividades fazem parte do projeto "Escravo, Nem Pensar!", promovido pela ONG Repórter Brasil em parceria com o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC). Os encontros, realizados em Santarém no mês de junho, contaram com o apoio do Ministério Público do Trabalho (MPT PA-AP) para fortalecer as redes locais na Amazônia.

A iniciativa busca não apenas identificar e proteger as vítimas, mas também conscientizar a população sobre os riscos e as consequências do trabalho escravo e do tráfico de pessoas, especialmente entre grupos vulneráveis, como mulheres e a população LGBTI+.

Foto: Reprodução / G1 - Principal

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