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clock 21 de setembro de 2026
Advogado de Santarém é condenado a 11 anos de prisão por fraude

Advogado de Santarém é condenado a 11 anos de prisão por fraude

Em Santarém, no oeste do Pará, um advogado foi condenado a mais de 11 anos de prisão por aplicar golpes em seus clientes, incluindo uma idosa. As sentenças foram emitidas pelo juiz Gabriel Veloso de Araújo da 1ª Vara Criminal da Comarca de Santarém, nos dias 27 e 28 de maio de 2026. Além das penas, o advogado foi obrigado a indenizar as vítimas afetadas por seus atos fraudulentos.

Marco Aurélio Magalhães Castrillon, inscrito na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), foi considerado culpado por explorar a confiança de seus clientes para exigir pagamentos sob falsos pretextos. Ele afirmava que os valores eram necessários para custas processuais e acordos judiciais, mas eram, na verdade, fraudes elaboradas.

Investigação e modus operandi do advogado

As investigações, conduzidas pela Polícia Civil na Operação “Better Call Saul”, descobriram que Castrillon utilizava boletos falsificados e enviava mensagens sobre acordos inexistentes para convencer suas vítimas. Em alguns casos, ele chegava a produzir documentos falsos, resultando em cobranças que totalizaram R$ 15,7 mil.

Um dos golpes envolveu Edilberto Bentes, cliente que foi enganado por uma ligação simulada do Juizado Especial Cível. Castrillon cobrou R$ 3,7 mil pela homologação de um acordo fictício. Embora as provas não tenham sido suficientes para uma condenação por estelionato, ele foi sentenciado por falsa identidade, recebendo pena de oito meses de detenção, convertida em prestação pecuniária de R$ 15 mil.

Fraude contra idosa e penalidade máxima

O caso mais impactante envolveu Neli Cardoso Santana, uma idosa que buscava assistência jurídica. Castrillon cobrou dela aproximadamente R$ 12 mil, justificando que o valor seria para custas processuais e um suposto acordo com o Ministério Público. Os valores, no entanto, nunca foram repassados, resultando na extinção da ação judicial por falta de pagamento.

O juiz destacou o abuso da confiança inerente à profissão de advogado, impondo uma pena de 10 anos e 8 meses de prisão, em regime fechado.

Repercussões e posicionamento da OAB

Como resultado das condenações, a Justiça também reconheceu a agravante de violação de dever profissional. As sentenças foram comunicadas à OAB, Seccional Pará, para que sejam tomadas possíveis medidas disciplinares.

Apesar das condenações, Castrillon poderá apelar em liberdade até que todas as decisões sejam transitadas em julgado. Em nota oficial, a Subseção de Santarém da OAB afirmou que ainda não foi oficialmente notificada, mas que tomará as medidas cabíveis assim que tiver acesso aos autos processuais. A entidade reafirmou seu compromisso com a ética e a disciplina na advocacia.

Foto: Reprodução / G1.Globo - RSS

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