Crianças no Maranhão atravessam lagoa a nado para ir à escola; prefeitura intervém

Crianças no Maranhão atravessam lagoa a nado para ir à escola; prefeitura intervém

Crianças de Barreirinhas enfrentam desafios diários para estudar

Barreirinhas, MA – Um vídeo que circula nas redes sociais capturou a atenção pública ao mostrar duas alunas da rede municipal de ensino de Barreirinhas, no interior do Maranhão, atravessando uma lagoa a nado. A travessia é necessária para que as crianças cheguem à escola em um povoado rural. Para proteger o material escolar da água, as mochilas são colocadas dentro de baldes.

Apelo por providências e a resposta do poder público

No vídeo, a mãe das crianças registra a travessia e faz um apelo ao poder público, destacando a falta de canoas e as pontes submersas como obstáculos. Ela questiona: “Olha a situação, prefeito, dessas duas crianças atravessando o rio. Por quê? Porque não tem canoa pra atravessar. As pontes estão tudo quebradas, tudo dentro d'água. Tem pena dessas duas crianças”. Este cenário é comum durante o período chuvoso, quando o nível da água sobe, afetando oito alunos da rede municipal. A prefeitura de Barreirinhas, ao tomar conhecimento do caso, acionou a Secretaria Municipal de Educação para buscar uma solução.

Medidas adotadas pela prefeitura

Após a repercussão das imagens, o prefeito Vinicius Vale (MDB) declarou em um vídeo que já solicitou ações da equipe da educação. Ele destacou a criação de uma nova rota de transporte escolar para parte dos alunos e a disponibilização de uma canoa com monitor para os estudantes que permanecem no povoado Palmeiras dos Ferreira.

Declarações da Secretaria Municipal de Educação

Em nota, a Secretaria Municipal de Educação informou que a lagoa se forma sazonalmente durante o inverno e enfatizou a importância de garantir a locomoção segura dos alunos. A pasta reafirmou o compromisso de respeitar e cuidar das crianças, assegurando que, ao frequentarem a escola, terão um futuro promissor. Antonio Diretor, Secretário Municipal de Educação, reforçou que as famílias dos alunos foram consultadas para definir a melhor maneira de resolver o problema, sempre com o objetivo de oferecer condições dignas de acesso à educação.
Foto: Reprodução / G1 - Principal

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