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clock 30 de outubro de 2026
Mandante de ataque a advogada em Santarém é preso pela Polícia Civil

Mandante de ataque a advogada em Santarém é preso pela Polícia Civil

Prisão do suspeito

A Polícia Civil do Estado do Pará efetuou, nesta quarta-feira (9), a prisão preventiva de Ulisses Leite de Souza, apontado como mandante do disparo de arma de fogo contra o veículo da advogada Regiane Furtado Lisboa, ocorrido em Santarém, no oeste do Pará. A detenção foi realizada com o apoio do Núcleo de Apoio à Investigação do Baixo e Médio Amazonas (NAI/BMA), cumprindo ordem expedida pelo juiz José Goudinho Soares, da Comarca de Santarém.

Motivações e investigação

Segundo as investigações conduzidas pela Polícia Civil, o ataque ao carro da advogada e as ameaças que ela recebeu foram motivados por sua atuação profissional em processos judiciais na região, especialmente envolvendo questões de grilagem de terras. O suspeito, Ulisses Leite de Souza, já respondia preliminarmente por crimes de ameaça e dano qualificado.

Relembre o caso

O incidente ocorreu em 10 de agosto de 2026, quando o carro de Regiane Furtado Lisboa, especialista em direito agrário, foi atingido por um tiro nas proximidades de uma churrascaria em Santarém. Além do disparo, a advogada recebeu ameaças de morte via WhatsApp, o que intensificou a gravidade do caso. As investigações, lideradas pela 16ª Seccional de Polícia Civil e o NAI, confirmaram que os atos criminosos estavam relacionados à atuação da advogada no combate à grilagem de terras.

Apoio à vítima

Na ocasião do ataque, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), subseção Santarém, manifestou repúdio ao atentado e garantiu suporte jurídico, psicológico e de segurança à advogada Regiane Furtado Lisboa, visando assegurar sua integridade física e emocional enquanto prossegue com seu trabalho na região.

Desdobramentos legais

Após sua prisão, Ulisses Leite de Souza foi conduzido à Seccional Urbana de Polícia Civil, onde permanece custodiado à disposição da Justiça. O caso segue em investigação, e as autoridades não descartam a possibilidade de novas prisões ou medidas judiciais à medida que as apurações avancem.

Foto: Reprodução / G1.Globo - RSS

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