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clock 29 de setembro de 2026
Aneel aprova reajustes tarifários em nove estados, impactando milhões

Aneel aprova reajustes tarifários em nove estados, impactando milhões

Aneel aprova reajustes tarifários

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou, nesta quarta-feira (22 de abril de 2026), reajustes tarifários para oito distribuidoras de energia que operam em nove estados brasileiros. Estima-se que cerca de 50 milhões de consumidores serão impactados, com um aumento médio de 8% nas tarifas, quase o dobro da inflação projetada para o ano.

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou, nesta quarta-feira (22 de abril de 2026), reajustes tarifários para oito distribuidoras de energia que operam em nove estados brasileiros.

Aumento por distribuidora

O maior reajuste foi registrado pela CPFL Santa Cruz, com 18,89%, que atende municípios de São Paulo, Paraná e Minas Gerais. A CPFL Paulista, atuante no interior de São Paulo, teve um aumento de 12,13%. No Centro-Oeste, a Energisa do Mato Grosso do Sul apresentou um reajuste de 12,1%, enquanto a do Mato Grosso teve um aumento de 6,86%.

No Nordeste, a Energisa Sergipe obteve um aumento de 6,68%, a Coelba da Bahia, 5,8%, a Enel do Ceará, 5,78%, e a Neoenergia do Rio Grande do Norte, 5,4%. No total, essas distribuidoras atendem a uma população de 46,7 milhões de pessoas.

Impacto e medidas de mitigação

O impacto do reajuste varia conforme o tipo de tensão, sendo geralmente menor para unidades residenciais de baixa tensão e maior para indústrias de alta tensão. Algumas distribuidoras utilizaram o dispositivo de diferimento para suavizar o impacto dos aumentos neste ano, optando por compensá-los no ciclo tarifário seguinte. Além disso, quatro distribuidoras reduziram seus reajustes calculando a UBP (Uso do Bem Público), o que resultou em uma redução de R$ 8,8 bilhões nas tarifas através da repactuação de royalties de usinas hidrelétricas.

Contexto dos reajustes

Os reajustes são impulsionados principalmente por encargos relacionados a energias renováveis, com destaque para a Geração Distribuída (GD), como painéis solares. Esta categoria, que cresceu rapidamente devido a incentivos financeiros, ameaça sobrecarregar as redes elétricas, com três estados no limite de sua capacidade de transmissão. Nos primeiros quatro meses de 2026, subsídios a essas fontes já somam R$ 9 bilhões na tarifa de energia. Dos 8% de aumento médio, apenas 0,2 pontos percentuais são atribuídos ao aumento de custos operacionais.

Foto: Reprodução / Folha - Em Cima da Hora

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