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clock 28 de setembro de 2026
Boulos critica confiança na reeleição de Lula e pede confronto político

Boulos critica confiança na reeleição de Lula e pede confronto político

O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, manifestou suas preocupações em relação à estratégia adotada para a campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Durante uma entrevista ao programa Café com Política, do jornal O TEMPO, Boulos destacou a importância de intensificar o embate político, alertando para o perigo da complacência entre os apoiadores de esquerda. Ele destacou que muitos entraram na disputa com a falsa impressão de vitória garantida, o que pode comprometer o desempenho nas urnas.

Boulos enfatizou a necessidade de ação direta e engajamento político, utilizando uma metáfora futebolística para ilustrar seu ponto: “Eleição não se ganha contemplando; eleição não se ganha tocando flauta no jardim. Eleição se ganha com embate político. E eu acho que uma parte do nosso campo político tomou para si uma ideia de que o Lula já tinha ganho. E quando você entra em campo de salto alto, dá problema. O meu Corinthians perdeu para Chapecoense no domingo”, afirmou.

Estratégia de confrontar biografias

Na entrevista realizada na sexta-feira, 11 de setembro, Boulos abordou o cenário eleitoral de 2026, que considera particularmente desafiador devido a um eleitorado já polarizado. Ele criticou Flávio Bolsonaro (PL), sugerindo que a campanha de Lula deveria focar no confronto de biografias, em vez de apenas comparar projetos ou realizações. “As pessoas precisam entender que essa eleição vai ser decidida voto a voto e não pelos méritos do Flávio Bolsonaro, mas porque o Brasil está polarizado”, destacou Boulos.

Novas iniciativas e desafios para o governo federal

Durante uma visita a Contagem, em 10 de setembro, Boulos anunciou o programa “Parada Certa”, uma iniciativa do governo federal voltada para oferecer pontos de apoio para motoristas e entregadores de aplicativos em diversas cidades do Brasil. Ele reconheceu os desafios enfrentados pelas forças progressistas em dialogar diretamente com esses trabalhadores, mas avaliou que as estratégias adotadas até o momento têm sido eficazes. “Nós criamos um grupo dentro do Palácio, com representantes desses trabalhadores, que tem dado bons resultados sobre aquilo que eles precisam”, afirmou.

Proposta de mudança na escala de trabalho 6x1

Boulos também discutiu os esforços do governo para aprovar no Congresso Nacional a redução da escala de trabalho 6x1, que propõe uma folga adicional obrigatória por semana. Ele ressaltou a urgência de votar a proposta antes do primeiro turno das eleições, alertando que atrasos poderiam enfraquecer a iniciativa. “Eu estou entre aqueles que insiste de que tem que se jogar todos os esforços para que a gente vote isso antes da eleição. Sabe por quê? Pensa os senadores que se elegerem agora e eles se elegem agora no primeiro turno, eles vão ter oito anos de mandato. Então, um senador que não tem compromisso com os trabalhadores, mas que votaria pelo fim da seis por um, pelo apelo social, você acha que depois dele receber um passaporte garantido de oito anos de mandato, essa pressão social surtiria o mesmo efeito nele?”, questionou Boulos.

Foto: Reprodução / NEWS - Principal

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