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clock 28 de setembro de 2026
Especialista alerta sobre risco de infecção em produtos da Ypê para imunossuprimidos

Especialista alerta sobre risco de infecção em produtos da Ypê para imunossuprimidos

A recente suspeita de contaminação microbiológica em produtos da marca Ypê gerou uma onda de preocupação entre os consumidores. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recomendou a suspensão da fabricação de determinados lotes após inspeções realizadas em fábricas localizadas em São Paulo e Amparo, no interior do estado. No entanto, a empresa conseguiu reverter a decisão de suspensão. Em uma entrevista à CNN Brasil, Sérgio Graff, mestre em Toxicologia pela Universidade de São Paulo, destacou que o risco de infecção por esses produtos é significativamente maior para pessoas imunossuprimidas.

Irregularidades e riscos identificados

Durante as inspeções, a Anvisa identificou irregularidades que comprometem o sistema de controle de qualidade e a garantia sanitária dos produtos. Essas falhas podem resultar na contaminação microbiológica dos itens. Graff explicou como essa contaminação pode ocorrer, enfatizando que a bactéria responsável vive em ambientes úmidos e líquidos. "Ela está presente no ralo da pia, no ralo do banheiro, no vaso sanitário, no esgoto, enfim, onde houver água, ela estará", afirmou Graff, descrevendo a fonte da contaminação.

Grupos de risco e precauções

Para a maioria das pessoas, o risco de infecção é considerado baixo. Graff assegurou que, para indivíduos saudáveis, praticamente não há perigo. No entanto, ele destacou que grupos específicos devem estar mais atentos, especialmente aqueles com condições que suprimem o sistema imunológico. Isso inclui pessoas com diabetes descompensado, tuberculose, certos tipos de câncer e carcinomas, além de pacientes em tratamento com imunossupressores, como os que realizaram transplantes. "Essas pessoas não necessariamente terão infecção, mas são mais suscetíveis", observou Graff.

Orientações para consumidores

Graff também forneceu orientações para os consumidores que já utilizaram os produtos dos lotes suspeitos. Ele enfatizou que não há motivo para pânico. "Não é necessário entrar em pânico, mas também não se deve consumir detergente ou sabão", alertou. A principal recomendação é interromper imediatamente o uso do produto caso ele pertença ao lote identificado como problemático.

Aqueles que já usaram o produto anteriormente não devem se preocupar excessivamente, segundo Graff: "Se você não teve infecção, não terá mais." Ele aconselha que os consumidores guardem o produto, suspendam o uso e, em alguns dias, entrem em contato com a empresa para realizar a troca ou devolução do item. "O importante é não entrar em pânico, não se desesperar, apenas parar de usar", concluiu o especialista.

Foto: Reprodução / CNN Brasil - RSS - Principal

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