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clock 29 de setembro de 2026
STF Debate Modelo de Eleição para Governador do Rio após Renúncia de Cláudio Castro

STF Debate Modelo de Eleição para Governador do Rio após Renúncia de Cláudio Castro

Contexto e Início do Julgamento

O Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou, na quarta-feira (8), a análise das ações que definem como será a eleição para o novo governador do Rio de Janeiro. A questão surgiu após a renúncia de Cláudio Castro ao cargo, um dia antes de seu julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que resultou na cassação de seu mandato. O processo de decisão sobre o modelo de eleição tem dividido os ministros, com implicações significativas para a política estadual.

Trecho em destaque

O Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou, na quarta-feira (8), a análise das ações que definem como será a eleição para o novo governador do Rio de Janeiro.

Ponto de Vista dos Ministros

O ministro Flávio Dino pediu vista do processo, adiando a decisão, com o argumento de que é necessário aguardar a publicação do acórdão do TSE que cassou Castro, para então decidir sobre a legitimidade de sua renúncia e o modelo de eleição. Dino enfatizou que, enquanto isso, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio, Ricardo Couto, deve permanecer no comando do estado.

Por outro lado, o ministro André Mendonça votou por uma eleição indireta, na qual o novo governador seria escolhido pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Mendonça justificou que a renúncia de Castro foi uma ação legítima de desincompatibilização, não uma tentativa de burlar o julgamento do TSE.

Divisão no Plenário

Os ministros Cristiano Zanin e Luiz Fux já expressaram suas posições divergentes. Zanin defende uma eleição direta, enquanto Fux apoia a escolha indireta, destacando a importância de respeitar a legislação estadual que prevê voto secreto em tais casos. Ambos concordaram com um prazo de 24 horas para desincompatibilização de candidatos.

Implicações Políticas

A decisão do STF terá desdobramentos significativos para o Rio de Janeiro, que atualmente está sem vice-governador e com o presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, impedido de assumir devido a cassação e prisão. A solução para o impasse determinará não só o futuro imediato do governo estadual, mas também poderá influenciar o cenário político brasileiro, dada a importância econômica e política do Rio.

Foto: Reprodução / G1

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