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clock 29 de setembro de 2026
Falso médico é preso por realizar abortos clandestinos no Rio de Janeiro

Falso médico é preso por realizar abortos clandestinos no Rio de Janeiro

Prisão em flagrante na zona Norte do Rio

Na manhã desta sexta-feira, agentes da Polícia Civil do Rio de Janeiro prenderam um homem suspeito de se passar por médico e realizar abortos clandestinos na Barra da Tijuca, localizada na zona Sudoeste da capital fluminense. A prisão ocorreu na residência do suspeito, situada em Benfica, zona Norte da cidade. A polícia informou que os procedimentos ilegais eram conduzidos em uma clínica descrita como "bem estruturada".

Investigação após morte de paciente

As investigações tiveram início após a morte de uma mulher que teria se submetido a um aborto na clínica do suspeito. Além dessa fatalidade, outra mulher sofreu lesões graves após ser atendida pelo falso médico. A polícia revelou que o homem não possuía formação em medicina e realizava os procedimentos sem o devido instrumental cirúrgico e materiais de emergência adequados, utilizando até papel toalha durante as intervenções.

Material apreendido e novas acusações

Durante a operação, os policiais apreenderam diversos materiais cirúrgicos e medicamentos relacionados aos procedimentos abortivos ilegais. Além disso, na casa do suspeito, foram encontradas munições, o que resultou em sua autuação em flagrante por posse ilegal de munição. A investigação segue em curso para identificar possíveis cúmplices e outras vítimas dos procedimentos clandestinos realizados pelo suspeito.

Consequências e continuidade das investigações

Este caso lança luz sobre a prática de abortos clandestinos no Brasil, onde a interrupção voluntária da gravidez é proibida, exceto em casos específicos previstos em lei. A polícia continua as investigações para determinar o alcance das atividades do falso médico e descobrir se ele atuava sozinho ou com a ajuda de uma rede maior. As autoridades também buscam identificar outras possíveis vítimas para fornecer assistência médica e psicológica.

Foto: Reprodução / CNN Brasil - RSS

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