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clock 29 de setembro de 2026
Município do Pará lidera ranking nacional de casamentos

Município do Pará lidera ranking nacional de casamentos

No sudeste do Pará, a pequena cidade de Sapucaia, com menos de seis mil habitantes, alcançou a liderança nacional em número de casamentos proporcionais. Segundo dados das Estatísticas do Registro Civil 2024 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados pela plataforma iCasei, Sapucaia registra 111 casamentos para cada mil habitantes. Este índice é quase 20 vezes maior que a média nacional, que é de 5,6 casamentos por mil habitantes.

A cidade, com apenas 5.847 residentes, supera em proporção municípios significativamente maiores. Este fenômeno é explicado por mutirões de casamentos comunitários ou pela concentração de registros em períodos específicos, segundo especialistas.

Piauí apresenta menor taxa de casamentos

Em contrapartida, o estado do Piauí apresenta a menor taxa de casamentos do Brasil, com apenas 3,2 casamentos por mil habitantes. A preferência pela união estável, que não requer formalização em cartório, é um fator cultural chave que influencia esses números. Estados como Sergipe e Rio Grande do Sul também estão entre os menos casamenteiros, com o último apresentando uma tendência histórica de queda ainda mais acentuada.

Cidades com baixas taxas de casamento geralmente possuem populações mais idosas ou culturas onde a informalidade conjugal é predominante. Isso reflete comportamentos sociais profundos, além de preferências individuais.

São Paulo lidera em números absolutos de casamentos

O levantamento do IBGE distingue entre volume absoluto de casamentos e taxa proporcional por mil habitantes. São Paulo lidera em termos absolutos, com mais de 300 mil casamentos anuais, seguido por Minas Gerais e Rio de Janeiro. Contudo, em termos proporcionais, Rondônia e o Distrito Federal lideram, com 8,9 e 8,4 casamentos por mil habitantes, respectivamente.

A transformação cultural do casamento no Brasil

O perfil dos casamentos no Brasil mudou significativamente nas últimas décadas. Atualmente, 31,3% dos homens e 25,3% das mulheres se casam com 40 anos ou mais, uma mudança drástica em relação ao passado, quando a maioria se casava entre 20 e 23 anos. Este fenômeno é atribuído a fatores como maior tempo de estudo, participação crescente das mulheres no mercado de trabalho e busca por estabilidade financeira antes de formar uma família.

Além disso, cerca de 25% a 30% dos casamentos envolvem pelo menos um cônjuge divorciado, o que contribui para elevar a idade média dos casais nos cartórios.

Crescimento dos casamentos homoafetivos

Desde a resolução do Conselho Nacional de Justiça em 2013, os casamentos entre pessoas do mesmo sexo têm crescido de maneira consistente. Em alguns períodos, os aumentos superam 20%, bem acima do crescimento médio dos casamentos civis. São Paulo concentra quase 40% do total de uniões homoafetivas, seguido por Rio de Janeiro e Minas Gerais. As mulheres representam entre 55% e 60% dessas uniões, indicando maior disposição feminina em formalizar suas relações.

Foto: Reprodução / DOL - RSS

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