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clock 28 de setembro de 2026
Incra Inicia Georreferenciamento para Regularizar Terras em Monte Alegre, Pará

Incra Inicia Georreferenciamento para Regularizar Terras em Monte Alegre, Pará

Regularização Fundiária em Debate no Pará

No dia 10 de setembro de 2026, o Grupo de Governança Fundiária Rural do Tribunal de Justiça do Pará (TJPA) reuniu-se em Belém para discutir estratégias de regularização fundiária em Monte Alegre, oeste do Pará. O encontro teve como foco o georreferenciamento das glebas Mulata, Inglês de Souza e Major Barata, um passo crucial para a atualização dos registros fundiários e avanço nos procedimentos de regularização de imóveis.

Georreferenciamento: Um Passo Essencial

A reunião, coordenada pelo juiz auxiliar da Corregedoria-Geral de Justiça, Horácio de Miranda Lobato Neto, contou com a presença de representantes do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), do Cartório do Único Ofício de Monte Alegre e de outros órgãos. Foi discutida a situação técnica e registral da Gleba Mulata, incluindo a atualização dos dados no Sistema de Gestão Fundiária (Sigef) e a Transcrição nº 1.625.

O Incra, representado por Luiz Ozires Soares, informou que recebeu fundos para conduzir o georreferenciamento, tarefa que pode ser acelerada com a execução direta pelo órgão. Um profissional de cartografia poderá ser incluído na equipe de campo através de um acordo com o Instituto de Terras do Pará (Iterpa), sob o programa Terra Cidadã.

Avanços na Regularização de Territórios Quilombolas

Além das glebas, a emissão do Certificado de Cadastro de Imóvel Rural (CCIR) para territórios quilombolas foi outro tema importante da reunião. A Corregedoria-Geral de Justiça, junto ao Iterpa e o Incra, está acompanhando a situação de comunidades quilombolas sem o documento. A Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Pará (Fetagri-PA), a Malungu e o Centro de Informação e Documentação Histórica da UFPA (CIDHA/UFPA) apresentaram demandas para o reconhecimento e registro dessas terras.

Uma proposta foi feita para organizar os dados do Incra, Cadastro Ambiental Rural (CAR) e Sigef, visando atualizar as informações sobre territórios em registro e áreas já cadastradas.

Desafios na Ilha de Santana

A regularização da área quilombola da Ilha de Santana também foi abordada. A Associação dos Remanescentes Quilombolas Agroextrativistas Ilha de Santana apresentou uma demanda específica, envolvendo o Incra, a Superintendência do Patrimônio da União no Pará (SPU-PA) e a Corregedoria-Geral de Justiça. O Grupo de Governança Fundiária Rural comprometeu-se a articular ações e acompanhar os processos de regularização de imóveis e territórios tradicionais no estado.

Foto: Reprodução / G1.Globo - RSS

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