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clock 28 de setembro de 2026
Reino Unido estabelece proibição de redes sociais para menores de 16 anos

Reino Unido estabelece proibição de redes sociais para menores de 16 anos

Em uma decisão inédita, o Reino Unido anunciou que irá proibir o acesso de menores de 16 anos a redes sociais, além de impor restrições a plataformas de jogos e transmissões ao vivo. A medida, revelada pelo primeiro-ministro Keir Starmer nesta segunda-feira, 15 de junho, visa proteger as crianças e adolescentes dos perigos associados ao uso excessivo da internet. As plataformas afetadas incluem Snapchat, TikTok, Instagram, YouTube, Facebook e X, embora serviços de mensagens como WhatsApp e Signal não sejam abrangidos pela proibição.

Objetivo e justificativas da medida

Starmer afirmou que as mudanças "devolverão a infância às crianças", destacando a importância de proporcionar um ambiente mais seguro e saudável. "Para mim, está claro que a proibição total é a escolha certa", disse ele em entrevista coletiva. Segundo o primeiro-ministro, a medida trará mais segurança, felicidade e oportunidades de desenvolvimento para os jovens.

Inspirado pelo modelo adotado pela Austrália, que implementou uma proibição semelhante em dezembro do ano passado, o governo britânico considera essencial limitar o contato entre crianças e estranhos na internet. "Existe alguma situação no mundo real em que você deixaria seu filho se conectar com um estranho, um adulto que você não conhece? Não, e é por isso que estamos tomando medidas nesse sentido", declarou Starmer.

Implementação e impacto esperado

A proibição deverá entrar em vigor nos próximos meses, conforme as regulamentações sejam concluídas até o final do ano, com plena implementação prevista para a próxima primavera. O governo britânico já possui poderes para dar início às primeiras etapas dessa regulamentação.

A decisão faz parte de um conjunto de ações mais amplas do Reino Unido para endurecer sua abordagem em relação às empresas de tecnologia, que incluem a exigência de verificação de idade e ajustes de algoritmos para proteger os jovens. Além disso, há uma crescente conscientização sobre os riscos à saúde mental associados ao uso excessivo de redes sociais por crianças.

Consultas e reações à medida

Antes da decisão, o governo britânico realizou amplas consultas com professores, pais e jovens. Um total de mais de 116 mil respostas foi coletado, com mais de 83% dos responsáveis afirmando que os riscos das redes sociais superam os benefícios. Além disso, 90% dos participantes apoiaram a idade mínima de 16 anos para acessar as plataformas.

Apesar do apoio significativo de pais e políticos, a medida enfrenta críticas de alguns psicólogos e pesquisadores que questionam sua eficácia. Um grupo de estudantes em Londres expressou opiniões mistas à agência de notícias Reuters sobre seu relacionamento com a tecnologia.

Foto: Reprodução / CNN Brasil - RSS

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