Na cidade de Santarém, localizada no oeste do Pará, estudantes do Centro Municipal de Educação Infantil (Cemei) Maria Raimunda participaram de uma visita pedagógica ao Mercado do Peixe, com o objetivo de aprender sobre a biodiversidade local e a importância da preservação ambiental. A atividade, realizada na tarde de sexta-feira, destacou a observação direta da fauna amazônica, especialmente dos botos, como ferramenta educativa.
Aprendizado Sensorial e Direto
A excursão extraclasse foi planejada para tirar os alunos da rotina convencional da sala de aula, oferecendo uma experiência prática e sensorial. Durante a visita, os alunos puderam ver de perto botos das espécies tucuxi e cor-de-rosa, que frequentemente se aproximam das estruturas do mercado. Essa experiência visou facilitar a compreensão de questões ambientais complexas, como a conservação dos rios e o descarte adequado de resíduos.
De acordo com Janilce Diniz, diretora do Cemei, a iniciativa buscou aproximar as crianças de elementos com os quais elas geralmente têm contato apenas teórico. "A gente resolveu trazer as crianças para conhecer, saber que a gente deve cuidar do meio ambiente para que a gente tenha esses botos sempre em nossos rios. As crianças aprendem mais quando têm o contato direto com aquele assunto", afirmou a diretora.
Botos como Bioindicadores
Especialistas em engenharia de pesca, que acompanharam a visita, explicaram o papel crucial dos botos na ecologia local. Segundo o engenheiro de pesca Sandro Diniz, esses animais são considerados bioindicadores, pois sua presença indica a saúde e a qualidade das águas. "Eles servem como um bioindicador. Ele indica a saúde e a qualidade das águas. Então, ele controla também a superpopulação e faz o equilíbrio para não haver desequilíbrio. É muito importante essa ação para as crianças estarem tendo esse primeiro contato e levarem à sua família a importância de manter os rios sempre limpos", destacou Diniz.
Impacto Educacional e Social
O Mercado do Peixe não é apenas um ponto turístico estratégico em Santarém, mas também desempenha um papel social e educativo significativo para a comunidade local. Ao final da atividade, o impacto do aprendizado nos jovens estudantes foi evidente. A estudante Agatha Sousa, por exemplo, destacou a importância de não poluir os rios: "O que eu aprendi hoje aqui? Que a gente não pode jogar lixo, porque senão os peixes podem morrer", concluiu a aluna, evidenciando a internalização da mensagem central da visita.
Iniciativas como esta são fundamentais para fomentar a consciência ambiental desde a infância, promovendo a conservação dos recursos naturais e a sustentabilidade das comunidades ribeirinhas.