Fiscalização de Trânsito Revela Situação Inusitada
Uma operação de fiscalização de trânsito realizada pela Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) trouxe à tona um caso inusitado que está atualmente sob investigação. Durante uma blitz rotineira na região de Taguatinga, uma arma registrada no nome do ex-presidente Jair Bolsonaro foi encontrada no interior de um veículo conduzido por um militar do Exército Brasileiro.
Detalhes da Ocorrência
O incidente ocorreu na noite de segunda-feira (15), durante uma abordagem na DF-001. De acordo com as forças de segurança, o motorista, que dirigia um veículo oficial, foi parado para inspeção. Durante a verificação, os policiais descobriram duas armas de fogo no veículo. Uma delas era de uso institucional e estava devidamente regularizada, enquanto a outra não tinha a documentação obrigatória apresentada no momento.
Ligação com Jair Bolsonaro
A confirmação de que a arma estava registrada no nome de Jair Bolsonaro foi feita através de uma consulta ao Sistema de Gerenciamento Militar de Armas (Sigma), utilizado pelo Exército para o controle de armamentos. A ligação com o ex-presidente foi incluída nos documentos que foram enviados às autoridades competentes para investigação.
Depoimento do Militar
O militar abordado, identificado como Estácio Leite da Silva Filho, se apresentou como membro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI). Ele afirmou que a arma não lhe pertencia e que estava apenas transportando o equipamento para reparo técnico devido a problemas de funcionamento.
Procedimentos Legais e Investigação
Segundo o relato do militar, a arma foi retirada no mesmo dia da blitz e seria devolvida ao proprietário no dia seguinte. A falta do Certificado de Registro de Arma de Fogo (CRAF) levou à condução do caso para a Polícia Civil do Distrito Federal, onde o militar prestou depoimento e foi liberado após os procedimentos iniciais. A investigação continuará a cargo da Polícia Civil.
Próximos Passos e Declarações Oficiais
Até o momento, as autoridades não divulgaram informações sobre quem autorizou a entrega da arma ao militar ou em que circunstâncias ela foi transferida. Essas questões serão abordadas ao longo das investigações. Em manifestação oficial, a Polícia Militar do Distrito Federal ressaltou que a confirmação da propriedade e origem do armamento, bem como as responsabilidades envolvidas, dependerão da conclusão das investigações.