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clock 22 de setembro de 2026
Polícia Conclui que Morte de Criança em Manaus Foi Causada por Erro Médico

Polícia Conclui que Morte de Criança em Manaus Foi Causada por Erro Médico

Conclusão da investigação e causa da morte

A Polícia Civil do Amazonas concluiu as investigações sobre a morte de Benício Xavier de Freitas, ocorrida em novembro de 2025, determinando que o óbito foi resultado de um erro médico. A criança, de apenas seis anos, faleceu após receber uma dosagem letal de adrenalina por via intravenosa em um hospital particular em Manaus. O relatório final das autoridades destaca que o menino sofreu uma overdose do medicamento, o que levou a complicações fatais.

Detalhes do tratamento e agravamento do quadro

Benício foi levado ao Hospital Santa Júlia no dia 22 de novembro de 2025, apresentando sintomas de febre e tosse seca há uma semana. Após ser diagnosticado com laringite aguda, uma infecção viral da laringe, ele foi internado na Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica. Durante o tratamento, foi administrada uma dose excessiva de adrenalina, totalizando 9 miligramas, o que é significativamente acima do recomendado para inalação, que deveria ser de 5 mililitros.

A administração errônea do medicamento resultou em insuficiência respiratória, e Benício teve que ser entubado. Infelizmente, a criança sofreu uma parada cardíaca e foi necessário suporte respiratório mecânico. Benício foi declarado com morte cerebral às 2h55 do dia seguinte, após apresentar sangramento nas vias respiratórias e pupilas.

Depoimentos e falhas no processo médico

O médico de plantão no dia dos eventos relatou que a administração de adrenalina deveria ter sido feita apenas por inalação. A enfermeira responsável pela aplicação negou a acusação de erro, alegando falta de treinamento adequado e ausência de protocolos de segurança no hospital. Mesmo assim, ela reconheceu estar ciente dos riscos associados à administração intravenosa da droga.

A médica responsável pela prescrição, Juliana Brasil, alegou que um "bug" no sistema de cadastro do hospital teria alterado sua prescrição de inalação para intravenosa. Ela afirmou ter comunicado à mãe da criança que a adrenalina seria nebulizada. Contudo, investigações revelaram que Juliana não possuía a capacitação profissional adequada, conforme o Conselho Federal de Medicina. Além disso, foi descoberto que ela tentou adulterar um vídeo para justificar a falha no sistema e se ausentou da unidade durante a crise do paciente.

Consequências legais e indiciamento

De acordo com o relatório policial, a médica Juliana foi indiciada por homicídio qualificado pelo emprego de veneno, caracterizado por dolo eventual, além de falsidade ideológica, uso de documento falso e fraude processual. O documento destaca que a médica assumiu o risco da morte da criança e se preocupou mais em evitar sua responsabilização do que em salvar a vida do paciente.

Posicionamento e reações

A CNN Brasil tentou obter um posicionamento do Hospital Santa Júlia, mas não obteve resposta até o momento. A defesa da médica também não foi localizada para comentar o caso. A emissora mantém o espaço aberto para manifestações futuras dos envolvidos.

Foto: Reprodução / CNN Brasil - RSS

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