O estado do Pará está prestes a vivenciar uma transformação econômica de grande escala. Um investimento de R$ 9 bilhões está previsto para impulsionar a economia local até o ano de 2041. Este projeto de desenvolvimento tem como objetivo principal a criação de milhares de empregos e o fortalecimento da infraestrutura nos municípios de Oriximiná, Terra Santa e Faro.
A iniciativa prevê a manutenção de aproximadamente 7,5 mil postos de trabalho já existentes, além da criação de 2.300 novas vagas durante a fase de implantação. Este movimento não apenas incrementará a oferta de empregos, mas também promoverá o crescimento de setores associados, como serviços, comércio e fornecedores locais.
Desenvolvimento da Mineração e Impacto Fiscal
Um dos pilares desse desenvolvimento é o Projeto Novas Minas, conduzido pela Mineração Rio do Norte (MRN). A empresa recentemente obteve a Licença de Instalação, permitindo o início das obras que garantirão a continuidade das operações mineradoras por mais 15 anos. Este projeto é crucial para a economia local, injetando uma quantia significativa de recursos na região.
Em termos fiscais, o impacto já é visível. Em 2025, a MRN contribuiu com R$ 389 milhões em impostos, taxas e contribuições. Deste montante, R$ 103,7 milhões foram destinados ao estado do Pará, enquanto os municípios de Oriximiná e Terra Santa receberam R$ 40,1 milhões e R$ 22,6 milhões, respectivamente. Esse fluxo de recursos destaca a importância da atividade mineral para a economia local.
Projetos de Inclusão e Conectividade na Amazônia
Além dos investimentos econômicos, o estado do Pará também está avançando em termos de conectividade. O Cesupa, em parceria com o Museu Goeldi, implementou internet banda larga na comunidade ribeirinha de Caxiuanã, no Marajó. Este projeto faz parte da iniciativa ‘+Inclusão Amazônia’ e busca levar conectividade a áreas remotas da Amazônia Legal, promovendo inclusão digital e acesso à informação.
Desafios na Verticalização da Produção de Cacau
No setor agrícola, o Pará lidera a produção nacional de cacau com mais de metade da produção concentrada em 170 mil hectares. No entanto, apesar de ser o maior produtor, o estado enfrenta desafios para verticalizar sua produção. Enquanto São Paulo se destaca pela alta produtividade de 2 mil quilos por hectare, o Pará ainda luta para transformar sua matéria-prima em produtos acabados.
Grandes processadoras como Barry Callebaut e Cargill continuam a comprar as amêndoas produzidas no Pará para processamento em outros estados, como Bahia e São Paulo. Esta situação evidencia a necessidade de investimentos e políticas que incentivem a industrialização local.