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clock 29 de setembro de 2026
Operação Gênesis combate facção criminosa na Bahia e em outras regiões do Brasil

Operação Gênesis combate facção criminosa na Bahia e em outras regiões do Brasil

Uma ação coordenada contra o crime organizado

Na manhã desta terça-feira, 16 de junho de 2026, uma operação de grande escala foi deflagrada contra uma facção criminosa atuante na Bahia, conhecida como "Tropa do Cote". A operação, denominada "Gênesis", é liderada pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil da Bahia e é considerada uma das maiores ações contra o crime organizado no estado nos últimos anos.

Alvo da operação: Tropa do Cote

A facção, também identificada como "Tropa do CF", é acusada de estar por trás de pelo menos 15 homicídios entre 2025 e 2026, além de envolvimento em tráfico de drogas, domínio territorial armado e vários outros crimes violentos. A operação visa cumprir mandados de prisão preventiva e busca e apreensão em bairros de Salvador, como Águas Claras, Sussuarana e Nova Sussuarana, além de se estender a municípios como Lauro de Freitas e Retirolândia, e alcançar cidades fora do estado, como Nova Iguaçu e Macaé no Rio de Janeiro, e Camboriú e Itapema em Santa Catarina.

Estrutura e impacto da facção

Os alvos desta operação incluem lideranças, gerentes financeiros e executores da facção, que mantinham conexões e estruturas de apoio em várias regiões do Brasil. A "Tropa do Cote" é conhecida por utilizar armamento pesado para intimidar a população, resistir às forças de segurança e executar ataques contra grupos rivais, além de estar profundamente envolvida em assassinatos derivados de disputas por territórios.

Desdobramentos e investigações anteriores

A operação atual é um desdobramento da “Operação Saigon”, realizada em setembro de 2023, que também tinha como alvo esse grupo criminoso. Apesar das ações anteriores, que resultaram na captura de membros importantes, a facção conseguiu se reestruturar internamente. Investigações apontam que o líder principal continuou influente, enquanto um de seus aliados próximos coordenava as operações criminais. A polícia identificou uma rede de operadores e foragidos em diversos estados, responsável por manter as atividades ilícitas em funcionamento.

Colaboração e apoio interinstitucional

Com mais de 300 agentes envolvidos, a operação conta com a colaboração de diversos departamentos da polícia, incluindo o Departamento de Repressão e Combate à Corrupção (DRACO), o Departamento de Polícia Metropolitana (DEPOM), o Departamento de Inteligência Policial (DIP), entre outros. Além disso, a Secretaria da Segurança Pública da Bahia e as Polícias Civis do Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Santa Catarina estão apoiando a ação.

O sucesso da operação depende da coordenação interinstitucional e da troca de informações entre os diferentes órgãos envolvidos. Mais detalhes sobre os resultados e desenvolvimentos da operação serão divulgados conforme as investigações avancem e as evidências sejam consolidadas.

Foto: Reprodução / CNN Brasil - RSS

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